Caseros, Brasil em Buenos Aires

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Rosas e as classes populares. “Candombe” dos negros. Obsérva-se ao governador.

O rio da Prata sempre foi uma área disputada pelas potências. Buenos Aires foi, em parte, uma “indústria do contrabando dos portugueses”, especialistas na questão, falaria um historiador. Com o tempo, a re-orientação atlántica do comércio do império espanhol, convertiu a cidade numa importante saida dos metais do alto Perú, minerais que deram nome ao pais mesmo: o argentum, dai os “argentinos”. A cidade nem gerava prata, mas era boa intermediária. Os fazendeiros das “pampas” desenvolveram a exportação das carnes e dos couros, como aqueles outros camponeses do Rio Grande do Sul. De fato, o Brasil foi um destino desses produtos portenhos, consumidos pelos escravos do Rio De Janeiro e da Bahia. Os fazendeiros se opuseram a dividir a riqueza do porto com as outras províncias do pais. Assim se demorou a organição nacional. Após da independência e de um periodo de desunião, um fazendeiro, Juan Manuel de Rosas, governou a província e a “confederação” dependente dela.

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Gaúchos desse tempo. A cor vermelha foi o símbolo da “federação” do Rosas.

Rosas permanecéu no poder por muitos anos, governando com violenta autoridade, dai que se falara da “tirania de Rosas”. Seus rivais eram aqueles que projetavam, no exílio, a Argentina liberal, constitucional e moderna que o mundo conheceria, como Sarmiento e Alberdi. Assim que Rosas tinha controlado conflitos (teve um bloqueio anglo-francês) e rebeliões internas, so faltava se consolidar mediante alianças com o império brasileiro, aconselhadas por seu ministro no Rio de Janeiro. Mas ele desestimou a possibilidade. Os fazendeiros portenhos tinham competidores no litoral de Entre Rios. Um outro fazendeiro de lá, Justo José Urquiza, revelou-se, juntou-se com o Uruguay contrário a Rosas, e finalmente com o império do Brasil. A formação do “exército grande” significaria o final do poderoso Rosas, aquele “gaúcho louro” que demorou a sanção da Constituição argentina.

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O mundo rural, segundo Prilidiano Pueyrredón.

Seria o final, também, dum governo forte que criou tradições de base popular. Tem milongas que falam dele e das mulatas de San Telmo que eram suas seguidoras. Paradoxalmente, a Argentina moderna, liberal e republicana, teve sua origem na intervenção de um exército imperial brasileiro, que foi a base do “exército grande” que vencéu ao Rosas na batalha do Monte Caseros. Assim chegou a Buenos Aires o enterriano Urquiza, primeiro presidente contitucional. Os brasileiros e os “entrerrianos” caminharam pela atual praça de Maio de Buenos Aires, gerando a reação do orgulho portenho. Buenos Aires teve mais intentos separatistas, até a definitiva união das províncias. Tudo estava pronto para a chegada dos imigrantes e o programa educativo. “Ordem e progresso”, bandeira do Brasil, foi também o programa do presidente Julio Argentino Roca.

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Classes altas portenhas.
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